No silêncio desta vida.
Tierle Maria P. Tricerri

 


Pai, paiêêê!!


Saudade não tem fim!


Quando ouço alguém chamar pelo nome "Pai".


Já passou o "dia dos pais",


Desliguei-me dos apelos do comércio...


Da televisão, e de tudo o que me fazia lembrar desse dia.


Rezei, estive contigo numa das Casas de Deus,


Pedi ao Pai Maior

 

Abrandar esse aperto no peito,


Que sinto por tua ausência física.


É no silêncio desta vida que ouço teu sorriso,


Tuas brincadeiras,


Tuas lembranças e memórias da Av. Ramiro Barcelos.


Estou cuidando do coração partido

 

Que clama por tua voz firme!


A me levantar!

 

Como no avião que decolava de Brasília,


E pousava em Dia de Natal na nossa Porto Alegre.


Sonhei com aquele Dia,

 

Todos estavam a nossa espera.


Dessa vez eu não estava ao teu lado...

 

Queria estar nessa viagem, mas era sonho,


Sonho que se eterniza, na esperança...

 

De um dia desembarcar,


Na mesma estação, no mesmo lugar,


Apertar-te contra o meu peito,


E descansar de toda essa saudade!


 
 
Tierle Maria P. Tricerri

20/08/07