A Caixa de Enfeites

 

Muitas, muitas vezes pensei,
Que por mais que a vida passe depressa,
E a distância nos separe mais e mais,
Sempre tem aquela música,
Que nos faz recordar de teu amor, Pai.
 Entendo-te melhor hoje,
Mais ainda hoje, sem dúvida,
O sentido do Natal transforma a todos não é,
Gente má, em gente boa,
Egoístas, em beneplácitos.
Quimeras em poesia...
Mas nada afasta a saudade,
Daqueles instantes de ternura e felicidade,
O sorriso descomprometido,
Nos torna vulneráveis a um simples vento.
E como galhos, nos dobramos,
A um simples sentimento.
 Por mais que eu queira esquecer
Daquela árvore de Natal,
Que está lá por montar, há tanto tempo,
Ainda lembro,
Da última caixa de enfeites que comprei,
Mas só agora te entendo,
O quanto é doloroso passar o Natal,
Longe daqueles que tanto amei.

 

 

Tierle Maria P. Tricerri

Porto Alegre/RS

06/12/2007